quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Malditos parasitas...

Sou dona de tigre em miniatura de 8 anos. Ou escrava humana, na mente dele. É um pequeno patudo de 7kg, com olhos verdes amendoados e longos bigodes. É um companheiro leal, a minha sombra para onde quer que eu ande em casa (sim, até mesmo quando vou à casa de banho...), que vem a correr à porta quando eu chego e que, enquanto falo com ele, olha para mim com uma atenção como nunca ninguém o fez. Dorme encostadinho a mim todas as noites, em cima da mantinha que ponho para ele na cama e faz birra quando chega a hora de ir dormir e quer que eu vá com ele. Adora miminhos e tem uma adoração especial por mim (apesar de não negar o colo de outros membros da família) e quebra todos os estereótipos parvos de que os gatos não ligam aos donos, são falsos e bla bla bla whiskas saquetas. Deve ser mais que visível que é o menino dos meus olhos e podia estar aqui o resto do dia  a falar das suas façanhas e peculiaridades. 

Contudo, nem tudo é perfeito. Apesar de ser muito dócil e ter uma enorme paciência para me aturar, há coisas que não tolera. Tomar comprimidos é uma delas. Ao longo destes 8 anos já testei diversas técnicas, com sucessos variados. A velha técnica de abrir a boca e enfiar o comprido na goela, que tem resultado com os cães que já passaram cá por casa desde que nasci, incluindo pastores alemães, é um atentado à integridade física. A minha, claro. Quando eu acho que ele já terá engolido o comprido e lhe solto o focinho, eis que ele surge, cuspido a grande velocidade e indo parar a metros de distância. Se insisto, surgem as garras e os dentes, pequeninos mas afiados. Abandonei este método já há anos, depois de várias tentativas falhadas. 

Entretanto comecei a esmagar os comprimidos, misturar com um pouquinho de água e dar-lhe numa seringa. Tem corrido razoavelmente bem, com níveis de sucesso variados. Há sempre uma pequena parte que é cuspida, mas tento compensar ajustando a dose. Ontem foi o dia de dar o desparasitante interno. E não podia ter corrido pior. 

Fiz tudo como habitual e, munida de seringa, agarrei o gato ao colo, tentando segurar-lhe as patas enquanto o meu pai lhe tentava administrar o medicamento. Tentava. Mal sentiu o líquido na boca começou a espernear e a contorcer-se como se possuído pelo demónio, cuspindo tudo em várias direcções. Insistimos e ele cuspia tudo como se lhe estivéssemos a dar veneno, além de ter começado a pôr as unhas de fora e a bufar como se fossemos o seu pior inimigo. Desistimos. Havia desparasitante por todo lado e estava fisicamente cansada de tentar lutar com um gato de 7kg. 

Já andei a pesquisar e descobri que existe uma marca de desparasitante externo e interno em pipetas. Vou revirar tudo até encontrar. A ver se matamos os parasitas todos e sobrevivemos para contar a história...

2 comentários:

  1. É sempre difícil dar comprimidos aos gatos... Tenho três. Mas com os meus costuma resultar pôr o comprimido lá no fundo da língua, o mais atrás possível e manter-lhe a boca fechada uns segundos para ele ser obrigado a engolir. O teu deve ser um ninja, ah ah

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    1. Eu tenho dois. Um deles é tranquilo, mas este é um verdadeiro diabrete. Não sei o que ele faz aos comprimidos enquanto lhe seguro a boca fechada, deve ter um compartimento secreto para depois os cuspir ahah e por causa do peso são 2 comprimidos, logo dor de cabeça a dobrar

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