terça-feira, 29 de setembro de 2015

Lindo é...

Um turista que anda a visitar a UC ficar pasmado quando lhe digo que já terminei o curso e tenho 25 anos. Segundo ele, parece que tenho 15. Obrigadinha, sim? 

Tirarem-me idade já é uma constante na minha vida. Nas discotecas exigem sempre ver o BI (enquanto isso vejo adolescentes a entrarem, mal-equilibradas em saltos de 12 cm e com as suas mini-saias...), nas bilheteiras com descontos para menores de 18... Já houve uma altura em que me irritava profundamente; agora nem ligo e até me rio. Dar-me 15 anos, contudo, não deixa de ser um exagero; é unânime que pareço mais nova, especialmente por ser  pequenina... Mas 15 anos!? Por favor!

Quando tiver 40 exijo que digam que pareço ter 25 :)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Com ou sem côdea?


Hoje deparei-me com um trágico cenário. Fui ao supermercado mais próximo comprar umas coisinhas cá para casa e, para meu espanto, só uma marca tinha pão de forma com côdea. Todas as outras eram sem côdea, coisa que anunciavam em letras garrafais, bem orgulhas do seu feito. Mas, mas... Sou só eu que ADORO a côdea do pão de forma? Em torradinhas então, fica estaladiça, nhami nhami. Tremo só de pensar no dia em que vão banir de vez a côdea do pão de forma

Fiquei desmoralizada com o futuro da nossa sociedade.

sábado, 26 de setembro de 2015

Sobre essas coisas horríveis que são as praxes...

Quando entrei na faculdade, na fantástica cidade de Coimbra, estava muito de pé atrás quanto às praxes. Sendo eu de Coimbra e já tendo acompanhado o percurso académico da minha irmã, estava minimamente informada quanto às tradições e o Código da Praxe e não estava disposta a ser humilhada, a ter meia dúzia de parvos a gritar-me aos ouvidos e a dizer-me como eu era um monte de esterco. Para mim, aquilo não era praxe e apesar de querer usar Capa e Batina, sabia que não ia sujeitar-me a tal disparate. 

Felizmente os meus receios eram infundados e tive praxes divertidas, que ajudavam os caloiros a conhecerem-se, a conhecerem melhor a Universidade e acima de tudo, a passarmos todos um bom bocado. Respeitaram quando disse que não bebia e nunca me excluíram por isso ou por não poder sair todas as noites como as outras caloiras, que viviam sozinhas e não tinham pais em casa à espera delas. Mais tarde, usei Capa e Batina com orgulho, praxei, tive afilhadas, ajudei muitas caloirinhas a integrarem-se e mais que isso, fiz imensas amigos na praxe. Sem humilhações, abusos. Nas minhas praxes, quer enquanto caloira ou "Doutora", só via sorrisos, troca de olhares cúmplices, laços que se formavam. Talvez por isso tenha dificuldade em entender quando me dizem que sofreram praxes más e que foram "obrigados" a fazer x e y, talvez porque eu estive na situação de me  recusar a fazer uma determinada praxe e ninguém me obrigou a cumpri-la (o que não seria difícil tendo em conta o meu 1,50m de altura). A questão, provavelmente, é que os meus pais prepararam-me para dizer não e lidar com as pressões de grupo para nos integrarmos e pertencermos aos "fixes". Algo que acontece em todas as idades, ou será que só eu é que fui pressionada a fumar quando andava no ciclo e consequentemente gozada quando me recusei a fazê-lo??

Haverá abusos em todo lado, até mesmo em Coimbra. No entanto, compete aos estudantes denunciá-los, lutar por estabelecer uma praxe divertida, integradora, que respeite a integridade de todos. Vejo muitas pessoas a defender o fim das praxes, sem perceberem que os casos de abusos não são a regra, não fazem parte do que é a praxe e a ignorarem exemplos de praxes fantásticas, como por exemplo, as praxes solidárias. É isso e enfiarem todos os estudantes que praxam no saco dos acéfalos, frustrados e outros nomes fofinhos. Equivalente a dizer que todos os portistas são umas bestas quadradas que andam à porrada sempre que perdem, estão a ver? É só estúpido e ignorante. (E é uma benfiquista que está a escrever isto... ). Basicamente, agora parece que é in dizer que somos anti-praxe e falar mal de todos os que não são. Mostra como somos evoluídos, mais independentes, que pensamos pela própria cabeça e não nos misturamos na carneirada. Menos, ok? Pessoas mal-formadas há em todo lado. 

Não vou falar especificamente do caso que aconteceu na Universidade do Algarve. Porém, foi impossível, ao ouvir a notícia, não me lembrar de uma conversa que tive com uma amiga, praxista na UAlg, quando me contou que havia uma praxe na faculdade dela que consistia em sujar os caloiros com peixe podre. Lembro-me de engolir em seco, sentir o fogo da indignação a queimar-me no peito e tive que morder a língua para não me exaltar e perguntar-lhe o mais calmamente que consegui: "Onde é que está a integração disso?" Ela franziu a testa, pela primeira vez a reflectir sobre aquilo, antes de concordar que, efectivamente, aquela "praxe" não fazia o menor sentido e que iria propor acabar com aquela prática.

Às vezes, só precisamos de um pouco de sentido crítico para fazermos a diferença.

E agora?

E parece foi desta que criei um blog. Oláááá! *som de grilos*

Andava a congeminar a ideia de criar um blog já há uns dias e acabava sempre por embater num obstáculo intransponível: o nome! Isto de escolher nomes é muito difícil; ainda me lembro que quando havia um novo animal de estimação cá em casa, a família reunida na sala a mandar bitaites para o alto a ver se algum nome agradava a todos os elementos (o bichinho incluído, claro!). Não que eu esteja a comparar o blog a um ser vivo, mas enfim, é só para ilustrar que a minha capacidade de decisão nestas questões delicadas é fraquinha, muito fraquinha mesmo.

Mas ontem, à 1h50 da manhã, estava eu na minha caminha, o raciocínio já toldado pelo sono, quando surgiu um flash na minha mente "E se fosse um e cinquenta?!" Pode parecer um nome sem sentido, mas na verdade, tenho 1,50m de altura, o que coincide com a hora a que tive esta ideia maravilhosa e.... Bah não consigo arranjar uma justificação que faça este nome menos parvo do que ele é. A verdade é que, quando acordei na manhã seguinte já nem me lembrava dele e muito provavelmente nem voltaria a lembrar se não me tivesse deparado com a sms que enviei a mim mesma na noite anterior com um simples "um e cinquenta". E foi assim que aqui vim parar. A ver vamos por quanto tempo.